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Um Poeta amador, puro e simplesmente. Ainda vivo essa transitoriedade, Onde o acaso ocasional é casual! Uma saciedade desprovida de alívio, Pois o necessário é pura ilusão. Assim como o mero ávido e vazio, Despretensioso de uma concepção única. Vivido no princípio de uma tristeza alheia, Uma energia sem força e direção! (Julio Maciel)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Poesia - Um Arqueiro


Um Arqueiro

Diante da incerteza de seguir a vida
Através da eficácia de uma última flecha certeira
Sinto a morte segura cravada no chão deste lugar
O guerreiro ferido e indolente desconhece o motivo
De ainda estar vivo
Minha única chance é a flecha de um novo romance
Com ponta afiada de puro metal
Pois já saboreio o sangue em minha garganta
Sinto os olhos escuros, turvos e confusos
Insistem em se fechar
Já ouço os corvos, urubus e abutres sedentos
Já sinto os vermes que borbulham o solo frio
Criaturas das sombras,
Sentinelas das trevas
Com prazer querem me deliciar
Como um vinho divino,
Mas não!
Sou guerreiro arqueiro de fé e luz
Com alvos sentimentos,
Meu caminho segue os passos do Sagrado Coração de Jesus,
Por sobre todos os vales e oceanos,
Muito além do fim de tudo,
Do início do mundo,
Ou dos confins da escuridão,
Não vou me entregar às trevas do mal!
Sou soldado da paz da infantaria dos anjos.
Perante o pecado, a dor, a mágoa
O sofrimento, o martírio, a clausura
O exílio, a fraqueza, a morte...
O que seja!
Diante da tentação do príncipe do inferno
Não dobrarei os meus joelhos,
Não vou sucumbir à provação
O Diabo não vai me abraçar!
Pois ainda me resta uma última flecha!
O amor é a ponta, a certa, a seta, o alvo
E a meta que me espera.
A esperança nutre o meu espírito
Por causa do Amor de Deus!
Por causa do Amor dos meus!
Insisto em me manter vivo.
Lançarei a minha flecha rumo ao céu de nossos dias
Que se tornará fogo,
Para acolher nossos espíritos!

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Poesia -- Plantação de Indigentes --

Poesia -- Plantação de Indigentes --
Poesia -- Plantação de Indigentes -- Hoje o despertar cinza do Sol Revelou quase sem força Frente a meus olhos vermelhos Uma voz de vidro inconsciente e crua De uma lembrança de vida sem recordações Pintando Estrelas órfãs e decapitadas Pelo tempo livremente invisível Mas cheio de odores saculejantes A nossa hipocrisia de belas feições! Dizendo que nos dias simples Nossas orações descredulas e confusas Desfazem-se a primeira esquina libertina Revelando realidade indiscreta, sem força e direção, Regurgitando em nossas janelas quebradas, Pedras coloridas atiradas pela suplica da Esperança, Que agoniza sobre o solo quente e fértil Antes da anunciação da chuva que devasta Toda uma plantação de indigentes em comunhão! (Julio Maciel)