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Um Poeta amador, puro e simplesmente. Ainda vivo essa transitoriedade, Onde o acaso ocasional é casual! Uma saciedade desprovida de alívio, Pois o necessário é pura ilusão. Assim como o mero ávido e vazio, Despretensioso de uma concepção única. Vivido no princípio de uma tristeza alheia, Uma energia sem força e direção! (Julio Maciel)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Poesia - A Metade e o Resto de Mim -



A Metade e o Resto de Mim

Toda vez que eu abandonar a solidão e a saudade,
Deixando pelos cantos as marcas de um Amor sofrido,
Sentirei saudades da saudade!
Porque o Amor só será bom se for doído,
E o medo não terá a menor importância,
Se não for inevitável.
Então vou sentir sua falta ardendo dentro do peito,
Mesmo quando envolvida em meus braços!
Pois as horas choverão torrencialmente,
Fazendo o tempo arrancar você de mim!
Assim a dor tornar-se-á maior que a despedida,
E a minha saudade será a morte que eu gritar!
Porque metade disso eu desconheço...
E o resto de mim, está só!

Julio Maciel

Poesia -- Plantação de Indigentes --

Poesia -- Plantação de Indigentes --
Poesia -- Plantação de Indigentes -- Hoje o despertar cinza do Sol Revelou quase sem força Frente a meus olhos vermelhos Uma voz de vidro inconsciente e crua De uma lembrança de vida sem recordações Pintando Estrelas órfãs e decapitadas Pelo tempo livremente invisível Mas cheio de odores saculejantes A nossa hipocrisia de belas feições! Dizendo que nos dias simples Nossas orações descredulas e confusas Desfazem-se a primeira esquina libertina Revelando realidade indiscreta, sem força e direção, Regurgitando em nossas janelas quebradas, Pedras coloridas atiradas pela suplica da Esperança, Que agoniza sobre o solo quente e fértil Antes da anunciação da chuva que devasta Toda uma plantação de indigentes em comunhão! (Julio Maciel)