Quem sou eu

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Um Poeta amador, puro e simplesmente. Ainda vivo essa transitoriedade, Onde o acaso ocasional é casual! Uma saciedade desprovida de alívio, Pois o necessário é pura ilusão. Assim como o mero ávido e vazio, Despretensioso de uma concepção única. Vivido no princípio de uma tristeza alheia, Uma energia sem força e direção! (Julio Maciel)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Poesia - A Metade e o Resto de Mim -



A Metade e o Resto de Mim

Toda vez que eu abandonar a solidão e a saudade,
Deixando pelos cantos as marcas de um Amor sofrido,
Sentirei saudades da saudade!
Porque o Amor só será bom se for doído,
E o medo não terá a menor importância,
Se não for inevitável.
Então vou sentir sua falta ardendo dentro do peito,
Mesmo quando envolvida em meus braços!
Pois as horas choverão torrencialmente,
Fazendo o tempo arrancar você de mim!
Assim a dor tornar-se-á maior que a despedida,
E a minha saudade será a morte que eu gritar!
Porque metade disso eu desconheço...
E o resto de mim, está só!

Julio Maciel

domingo, 21 de abril de 2013

Poesia - Fim da Morte -




Fim da Morte


Matei a dor antes do tempo!
Esquartejei a fé,
Dei fim para a escuridão
E a saudade.

Matei o inverno!
O sacrifício,
Descontinuei o medo,
E cortei as asas da esperança.

Assassinei o sonho,
A lágrima suplicante,
E tudo que me faz mal,
Para trancar a porta do horizonte!

Arranquei os olhos do desejo,
Quando dei fim ao inicio de minha morte,
E decidi começar de novo,
A cada instante que o Amor me matar.

Julio Maciel

domingo, 14 de abril de 2013

Poesia - Perdido no Tempo -



Perdido no Tempo


Vezes por vezes juramos coisas
E não conseguimos preservar...
Segredos que guardávamos
E ontem ninguém mereceu conhecer.
Quando crianças...
Cantávamos músicas esperançosas,
Hoje é silêncio.
Sobrou metade de tudo que vivemos,
O que fui, não sou mais!
Mas ainda assim me corrói por dentro!
Já me apaixonei até pelo sonho de um olhar,
Sem saber por que,
Como um sonhador!
Mas se eu soubesse como te encontrar
Eu amaria mais o tempo que o Amor!
E hoje sei,
Quem sabe um dia eu pare de amar?
Só para culpar o coração,
Que insiste em não aprender a cuidar de mim,
Pois bastou apenas um olhar,
Para me perder de Amor...

Julio Maciel

domingo, 31 de março de 2013

Poesia - Emoldurada -



Emoldurada

Ela estava louca!
Esparramada,
Contorcia-se sobre a cama!
Suas exuberâncias assanhadas
Lambiam e melavam lençóis brancos,
De linho suave...
Senti o medo vibrar o instinto!
A denúncia de minha pele confundia-se
Com o vermelho das pétalas de seus pequenos lábios!
Deitada de bruços, vencida sob a transparência da seda
Que inutilmente nada escondera, fez-me perceber,
O perigo que existiam nas curvas de seu corpo!
As coxas torneadas e cruzadas, os cabelos ainda molhados
Tocando sutilmente sinuosos glúteos, seios precipitados,
E um olhar devorador pedinte de prazer enlouquecido...
Faziam o desejo escorrer pela minha boca como o veneno do pecado...
A essa altura era impossível conter a ânsia animalesca do sexo!
Mas apesar da proximidade de ambas as volúpias ardentes
Fervilhando a sede de nossos corpos desencontrados,
Um mistério impróprio e frio impedia a consumação da carne!
O que fazer para romper como um hímen, as barreiras dessas molduras?

Julio Maciel

Poesia - Fraqueza -



Fraqueza


Vou te dizer o que penso,
Mas sem pensar em você!
Às vezes os danos
São maiores que a vida,
E o tempo é uma satisfação!
Sei que tentamos esconder a dor,
Fingimo-nos ser fortes
Mas sempre perdemos o controle!
Na verdade,
A fraqueza é a virtude que veste o Homem.
Sofrimento, não é perder o Amor.
É admitir que talvez o orgulho fosse grande demais,
Para tentar consertar as coisas...

Julio Maciel

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Poesia - Ao meu Amigo -



Ao meu Amigo

Meu amigo!
Nunca mais serei o mesmo.
Na verdade, não sei o que sou!
Não sou só de uma,
Não sou de nenhuma!
Não sou casto,
Nem pudico,
Não sou mais jovem,
Não sou libertino!
Não sei o que sou,
Não sei o que sou nobre amigo!
Talvez, seja feroz como o surpreendente nascer do dia
Em todas as manhãs,
Ou seja sutil e delicado como um Leão selvagem!
Sou tão carinhoso com as Fêmeas,
Que a volúpia escorre pelos alucinados cantos de suas bocas.
Amigo que vos falo,
Friamente, este, não sou eu, acho que seja apenas a antecedência
Do mistério que seria morrer...
Abandonei a mim mesmo grosseiramente, muitas vezes,
Pedi todo pudor ao amar, agora, amo como se não amasse droga nenhuma!
Meu irmão, não perca a fé!
O meu desespero é um canto de um pássaro engaiolado,
É de tristeza por perder a clausura da liberdade!
Não sei mais ser bom,
Nem miserável!
Mas inevitavelmente, ainda sinto descredulamente, nascer em mim,
A esperança que um dia brilhou em meus castanhos olhos,
O amor é uma tolice!
Um dia vou dizer-te todas as coisas sobre esta vida, mas ainda não!
É cedo para abrir suas janelas, mas não sou louco, o primeiro passo é negar!
Mas volto a dizer, não sou mais eu, não mais...
Não seguirei mais nenhuma Fêmea, nenhuma Mulher, nem casta, nem ávida!
Sutilmente, destratarei todas! De tal forma, que a maciez de minha maldade,
Fará com que todas se lembrem de mim...
Meu amigo, amo-te, como um irmão!
A única coisa que eu sei, é que existe o Amor, o desejo, instinto, tristeza e alegrias...
Mas o que reina mesmo, e destrói, é o sabor da carne.

Julio Maciel – 26/02/13



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Poesia - Quando Fui Lembrança -


Quando Fui Lembrança


Fui tempo,
Quando nada era sincronia,
E saudade
Na ausência da solidão!

Fui lágrimas,
Nos prantos de alegria,
E Esperança
Nos olhos de escuridão!

Fui chegada,
Mesmo antes da partida,
E despedida
Que antecede o aperto de mão!

Fui lembrança,
Da memória esquecida,
E Estrada
Do ceticismo à criação.

Julio Maciel

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

- Poesia Sua Flor -


Sua Flor

E lá, no alto, vejo o amanhã!
Correndo livre e leve,
Por entre os campos de primavera...
Penso em ti quando em silêncio
Ouço o choro dos ventos!
Dentro de mim, planto flores e jasmim,
Na saudade, colherei uma a uma!
E nos vagos sentimentos
De ligeira tristeza, cantarei seu nome,
Assim sentirei o cheiro do perfume,
Da sua flor, que trago em mim...

Julio Maciel

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Poesia - O Ciclo da Vida -


O Ciclo da Vida

O bom da vida
É saber que nada
Dura para sempre...

As alegrias acabam,
Tristezas também!
E seguimos adiante...

Passam as estações,
O céu acinzenta, escurece,
Uma flor nasce no jardim.

Estrelas suicidas brilham,
Porcelanas frias,
Visto seu corpo de cetim.

Morre um amor,
A dor é apaixonante!
Nuvens brincam no céu...

Julio Maciel

Poesia - A Lua Dentro de Si -


A Lua Dentro de Si

Quando seu olhar ganhou minha atenção
Senti que estava perdido em um labirinto colorido,
Sem ter nada, a saudade exalava cheiro de destino!

Não sabia o que queria achar, além de tocar seus olhos,
Percebi que era mais indefeso que um garoto casto,
Sem tempo e certeza, sentia medo e liberdade!

Meu lado oposto não permite o desejo se calar,
E a solidão em mim, retocada de brilho fosco, despede-se!
Quero você mulher, não sei fingir, apesar do receio e da dor.

Você não está embebida em minha pele em pelo quente e voraz,
Mas sei que carrega a Lua dentro de si, linda, a espera de um admirador,
Trago em meu olhar estrelas para colorir seu céu de lua só, aceite!

Julio Maciel

Poesia - Tentação e o Pecado -


Tentação e o Pecado

O Diabo está em todo lugar
A espera da fraqueza dos Homens,
Travestido de encantamento
Servindo pecado em seus tormentos!

Precisamos nos unir a Deus,
Em frente seguiremos na escuridão,
O vale das sombras não afrontará,
O homem que leva a fé no coração,

Temos um Anjo que nos guarda
Armado com a lança da esperança,
Às vezes ele sofre e sangra,
Quando caímos nos lábios da ganância!

Somos fracos, meros pecadores,
Desde o tempo da serpente
Que liberou nossos pudores,
E agora vivemos, entre falsos redentores.

Julio Maciel

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Poesia - Seu Olhar -


Seu Olhar


Quando vejo seu rosto
Cheio de mistério e mudo,
Em mundo particular e aflito,
Penso na pureza da intimidade
De seus pensamentos livres.

Tento ensinar coisas fora
Do meu domínio
Como se fosse melhor
Uma possível transformação,
Mas eu te amo, mesmo assim!

Talvez seja este o fator
Do seu encanto displicente,
Um segredo sem compromisso
De sua sentimentalidade inata,
Eu aceito, aceito você pra mim!

Lembro-me de ter pensado,
Uma chance para dizer...
As conversas que tive comigo
Falavam apenas coisas a seu respeito,
E você, só olhava para as estrelas...

Julio Maciel

Poeisa - Chuva por Trás da Vidraça -


Chuva por Trás da Vidraça


Pude sorrir enquanto a chuva lambia meu rosto,
Caminhei sob este manto sagrado perdido em gotas
Que escorriam pelo meu corpo livremente uma após outra!

Logo a água fria tomava meu pranto quente e descontinuado,
Enquanto o desejo florescia como a primavera em tardes de sol,
Os brilhos dos meus olhos traziam sua imagem por trás de vidraças embaçadas,

Revelando apenas o contorno de um corpo escultural, frágil e delicado!
Senti meus pés afogados e livres prontos a caminhar em sua direção,
Para fazer valer a alegria de toda gotinha que se joga em busca de minha intimidade!

Entrarei pelas portas abertas de seus seios rosa e libidinosos,
E direi que a ânsia da minha volúpia é maior que o prazer ansioso e aguardado,
Ganharei a pureza em meus braços para por fim em sua espera, e beber o sexo em seu corpo.

Julio Maciel

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Poesia - Tarde Cinza -


Tarde Cinza


Uma tarde qualquer acabou de cair...
Longe dos campos floridos,
Antes dos sonhos noturnos,
Poucos tempos vividos,
Ainda perdidos no mundo!

Uma tarde qualquer acabou de cair...
Sem males e vícios sempre confusos,
Vivendo um ócio do desgosto profundo,
Andando ao meu lado distante de tudo,
A solidão de múltiplos cantos mudos!

Uma tarde qualquer acabou de cair...
Ausentes das árvores e do som do mar,
Onde nenhum pássaro se põe a cantar,
Alegrando a noite sossegada a chegar,
Com a loucura que segue o Amor encontrar!

Uma tarde qualquer acabou de cair...
Precipitando o bem, que já sei, não existe,
Fazendo de mim, alguém ainda mais triste,
Distante a presença do sentimento sem limite,
Das rosas que choram e morrem infelizes!

Uma tarde qualquer acabou de cair...

Julio Maciel

sábado, 8 de setembro de 2012

Poesia - Perdoe o Meu Amor -



Perdoe o Meu Amor

Quero pedir desculpas
Por não dizer a verdade,
Por ter medo de me declarar
E deixar que saibas do meu Amor!


Por não fazer seresta sob
Sua janela embaçada,
E não pegar em sua mão
Nas noites de temporal!

Perdão por temer o risco
De falar-te coisas de Amor em vão,
Por não ligar em noites de insônia
E revelar a fragilidade do meu peito!

Perdoe-me por não envelhecer
Ao lado de seu lindo sorriso,
E vê-la partir de minha vida
Escondido por trás da porta!

Ah Mulher, queria cantar para você,
Uma daquelas canções que a faça voltar,
Mas você é como a flor mais linda
E não sabe como isso me assusta!

Quando agente ama sente insensatez,
E sem palavra alguma pra falar
Toda lembrança é vertigem de um instante,
Não sei como explicar...

Julio Maciel

domingo, 26 de agosto de 2012

Poesia - Volta Pra Mim -

Julio Maciel

Volta Pra Mim

Vi um Anjo diante de minha face
No instante em quem você
Fugiu do meu destino.
Não sei o que fazer!
Não sei o que a faz sorrir.
Se eu nunca mais voltar a vê-la,
Terei minha aflição roubada,
Junto com os sonhos mais puros...
Quando eu acordar,
Pisarei nas estrelas que terão caído
De meus olhos cegos,
Enquanto você não voltar pra mim...

Julio Maciel

Poesia -- Plantação de Indigentes --

Poesia -- Plantação de Indigentes --
Poesia -- Plantação de Indigentes -- Hoje o despertar cinza do Sol Revelou quase sem força Frente a meus olhos vermelhos Uma voz de vidro inconsciente e crua De uma lembrança de vida sem recordações Pintando Estrelas órfãs e decapitadas Pelo tempo livremente invisível Mas cheio de odores saculejantes A nossa hipocrisia de belas feições! Dizendo que nos dias simples Nossas orações descredulas e confusas Desfazem-se a primeira esquina libertina Revelando realidade indiscreta, sem força e direção, Regurgitando em nossas janelas quebradas, Pedras coloridas atiradas pela suplica da Esperança, Que agoniza sobre o solo quente e fértil Antes da anunciação da chuva que devasta Toda uma plantação de indigentes em comunhão! (Julio Maciel)