Olá amigos! Este Blog possui o objetivo de compartilhar com você os encantos e os mistérios que formam o mundo devastador ou inovador das poesias. Como poeta relato apenas o conjunto de sinestesias ilusórias ou reais vividas pela essência de minha história,ou seja, o Amor! A Poesia singular é suplica. Um abraço!
Quem sou eu
- Julio Maciel
- Um Poeta amador, puro e simplesmente. Ainda vivo essa transitoriedade, Onde o acaso ocasional é casual! Uma saciedade desprovida de alívio, Pois o necessário é pura ilusão. Assim como o mero ávido e vazio, Despretensioso de uma concepção única. Vivido no princípio de uma tristeza alheia, Uma energia sem força e direção! (Julio Maciel)
terça-feira, 17 de julho de 2012
Poesia - Lado a Lado -
Lado a Lado
Busco entender o porquê de não existir mais nós dois
Não tenho medo de me ferir isso é um vício de Amor
Gostaria que voltasse com sua xícara de porcelana
E despreguiçasse bem gostosa nas manhãs de chuva
Pois está muito difícil olhar você tão perto longe de mim
Sinto cada dia inconstante temendo o Amor chegar ao final
Vou invadir as portas de seus olhos e revelar-me a seus sonhos
Para buscar o que faça você reparar em mim sem precipitar
Lembranças de coisas que não vivemos e promessas não feitas
Quero você a todo instante qualquer que ainda vou viver
Deitar em seu afago e acariciar os seus cabelos entre meus dedos
Conheço seu sorriso e preciso para me revirar do avesso das ilusões
Em cada verdade dita pelos meus olhos suplicantes e espelhados
Já não sei bem o que é saudade ou esperança
Quem vai me abraçar ou apertar minhas mãos quando o Amor gritar
Tente admitir que te amei mais que a mim mesmo e me perdi em você
Todas as pretensões e mistérios do sentimento são sinônimos de vida
A felicidade está em todo lugar e se perde quando termina um sorriso
Mas eu sorriria mais se junto com os segredos da fé você estivesse ao me lado.
Julio Maciel
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Poesia - Cupido Apaixonado -
Cupido Apaixonado
Cheguei tão pertinho
Senti o cheiro da maciez
De sua pele lisa
Pude deslizar livremente
Pelas curvas de seu corpo
Desbravei sua intimidade
Conheci seus segredos
E o gosto das flores
De seus beijos coloridos
Refresquei sua sede
Matei sua saudade
E dormi no colo quente
De seus seios raros
Acalmei minha súplica
E você não percebeu
A força do meu ímpeto
Rezei suas noites de medo
Velei seu sono desprotegido
Amanheci ao seu lado
Em silêncio
E cantei enquanto chorava
Sozinha
Disse tudo ao calor de seus ouvidos
Mas você não viu,
A minha dor...
Ser cupido!
Julio Maciel
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Poesia - Velha Saudade
Velha Saudade
Vesti a saudade ainda amarrotada e sem cor,
Com cheiro de guardado e mofo,
Estava esquecida entre o alívio e a dor
Como se soubesse como voltar no tempo,
Queria desfazer os erros e reconstruir os abraços,
Perdidos na recordação dos sorrisos repletos
Que se quebraram no futuro do Mundo,
Onde o engano confundiu a esperança desprevenida.
A inocência que foi conquistada devagar
Perdeu-se mesmo sem saber para aonde vou,
Quis roubar um Amor cheio de arestas,
Como águas que escorrem nos vidros estilhaçados
Dos olhos que perderam o brilho e a paz!
Sei que no Amor não existem vencedores, todos perdem!
Mas se um dia eu usar meu codinome, não veras o meu rancor.
Pois pertinho de sua orelha, eu começaria tudo de novo.
Julio Maciel
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Poesia - Você Não Sabe Eu Eu Te Amo -
Você não sabe que eu te amo
Eu só queria que estivesse aqui!
Somos dois orgulhosos e convencidos,
Pois finjo não morrer de amor por ti!
Do mesmo jeito que esconde,
Que seu sentimento foi feito para mim!
Vejo a solidão que estampa o nosso céu,
Não permitir um sonho lindo!
Pois finda logo com o desejo,
Perdido em manhãs sem flor...
Fora cedo pensamento,
De quem um dia se apaixonou!
Você não sabe que eu te amo
E eu não sei se gosta do meu sorriso,
Passa por mim com seu encanto
Diria-te versos de improviso!
Mas acovardo-me no sofrimento
Pois não sei se posso o que preciso!
Perco você no tempo que não espera,
Por não saber ser amada deveras...
Ficando longe deste lindo Amor,
Minha fraqueza de quimeras sonhador!
Julio Maciel
sábado, 10 de dezembro de 2011
Poesia - Soneto de Jovem Menina -
Soneto de Jovem Menina
Ganhando as esquinas quase nuas,
Além de poucos risos sonoros
Perdidos em manhãs franzinas,
Passou por mim jovem menina!
Árvores despidas pelo outono
Em compaixão as nuas esquinas,
Tentavam banhar meus olhos
Ofuscando a bela jovem menina!
Tarde como canção de madrugar,
Foi a tentativa, de a mim, enganar.
Pois jovem menina com vestido rendinha,
Ainda que não saiba, ganhou Poeminha!
E se um dia voltar às mesmas esquinas,
Pintado estará no muro, Soneto de mocinha.
Julio Maciel
Poesia - Escravo -
Escravo
Não fui comprado, nasci escravo.
Não tenho poder absoluto sobre meus desejos
Minha vida é só dependência
Sou carência, solidão e memória...
Escravo do dever, do sentimento de liberdade
Sou escravo de minha cor, de minha abolição
Branco, negro, mestiço ou mudo
Não tenho palavra, nem expressão
Sou verme capoeira das mandingas culturais,
Carne seca com feijão nas mesas dos currais!
Músculos...
Peitos e costas que brilham e escurecem o verde
Pura analogia entre os cafezais...
Visto-me de puro Sol e banho-me com a chuva
A Lua é o que cobre o meu corpo,
Vela meu sono
O tempo é o abrigo de meus odores
A única companhia de meus sentimentos ocultos
Minha servidão é a condição da vida
Bebo cem chibatadas, lágrimas e feridas sagradas
Sou alimento do feitor, do ódio e suas sentenças
Ofereço minhas chagas como tempero para sua comida
O sofrimento é o marco de minha História
Sou Negro, negreiro faceiro,
Cultura de fé, força e dança
Sou Esperanças do perdão, da cura e redenção
Graças por ser escravo!
Por marcar o tempo,
Por revelar a Natureza dos Homens,
Seus instintos de maldade e ganância
Que atravessa o tempo, às gerações
As tradições do Mundo!
Graças por tudo, simplesmente!
Por apontar com o dedo que os homens
Não passam de animais.
Hoje, choro como a chuva,
Eu não sou mais escravo pai!
Eu sou livre como o pensamento...
Cinzas levadas pelo vento!
Julio Maciel
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Poesia - Meu Lobo em Mim -
Meu Lobo em Mim
Sob as trovoadas medonhas e seus tremores
Sigo noite adentro uivando para a Lua,
Encoberta por nuvens cinzentas e carregadas
Loucas para derramar sua chuva noturna!
Sinto-me como um Lobo sem alcatéia.
Um animal feroz, olhos de chamas, sede de medo
Em busca de sua cadeia alimentar insaciável, o instinto,
Habitado pela madrugada sinistra de breu intrasponível!
Só o que reluzia era o fogo de meus olhos, ardentes.
Uma volúpia animalesca e iminente que escorria
Pelas minhas presas afiadas como metal que perfura a carne,
E meus cantos anunciantes confundiam-se com os ventos frios!
Vagarei por todas as noites a procura da carne fresca,
Que devorarei loucamente até lambuzar-me a boca!
E assim aguardarei por toda Lua Cheia de caça solitária.
Até que como um Lobo, um dia, encontre a carne de meu Bem!
Julio Maciel
Poesia - O Que o Vento me Dizia -
O Que o Vento me Dizia
Certa vez, olhando para o Mar,
Senti o vento batendo no meu peito,
Tentei namorar o Horizonte
Mas não conhecia seu início e fim,
Voltei-me para o céu azul acinzentado,
Com nuvens assanhadas que escondiam
O nosso calor e deixavam escapar raios quentes
Do desejo refletido em cada sorriso humano,
Mas nada havia diante de mim, a não ser,
Ondas salgadas, maré mansa, gaivotas debochadas,
Maresias e areias oferecidas,
Jogadas aos meus pés descalços e afogados...
O vento aumentava a sua força sobre meu corpo,
Desequilibrando-me os sentidos, sacudindo minha alma
Com um canto estridente em meus ouvidos,
Repetindo solenemente que o Amor estava em mim,
Que ele pertence a quem Ama, não a quem amamos,
E que ninguém merece o Amor, que não há relógio
Que o faça voltar, que é Pássaro livre,
E que só ele conhece o Horizonte perdido em nossos olhos,
Carentes!
Pude então sorrir e entender o que as areias oferecidas,
Queriam me dizer...
Diziam que somos iguais, pequenos e fracos,
Levados pela vontade da maré,
Ou pelas asas do Amor Pássaro...
Para simplesmente Amar...
Julio Maciel
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Poesia - Lembrança Amarelada -
Lembrança Amarelada
Hoje pude desenterrar
Alguns retratos do tempo,
Já sem forma e esperança,
Despertando em mim
A nossa saudade
Da cor do silêncio,
Um grito de nós!
Espelho do tempo,
Que separa o desejo da distância!
Como sombras de solidão
Em noites uivantes,
Que trazemos atrás dos olhos,
Transparentes!
Onde não brotam flores de ninguém,
Apenas o silêncio!
Porque a felicidade
Dura o tempo de um sorriso.
Julio Maciel
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Poesia - A Fé e o Diabo -
A Fé e o Diabo
Ouço vozes chamarem meu nome num beco escuro,
Olho para todos os lados de onde não vejo nada!
Sinto um arrepio indiscreto sussurrar em meu ouvido
Coisas que o abandono fez de mim por esquecer!
Nada seguiu estampado no meu céu lutuoso e inóspito,
Onde tudo era vertigem e nem a saudade me libertava.
Notei as chamas apagadas da inocência solitária perdida em mim,
Revelando o Mar da escuridão e suas forças do mal tentando-me...
Meu corpo em espasmos incontroláveis anunciava minha fraqueza,
Sentia meus olhos como vidros rachados e trêmulos totalmente descrentes
Na realidade que podiam ver e contestar, diante do Anjo excomungado!
Que expulso dos céus construiu seu Castelo sobre as fraquezas dos Homens!
E tenta em vão se nutrir de mim, do meu medo e de minha fé...
Inabalável até pelas chamas do Príncipe do Inferno, macabro e miserável!
Lembro-me do Senhor meu Deus que dizia que no vale das sombras
Não deverei temer mal algum, e invoco o seu poder para afastar de mim...
O que me afasta de ti meu Pai!
Julio Maciel
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Poesia - Céu da Noite -
Céu da Noite
Meu descompasso na solidão é a certeza
Do caminho desconhecido que o amanhã
Revela-me como um grito sem sentido no tempo
Desperdiçado por uma compaixão ingrata.
Mas meu Bem Querer desejante e prometido
A cada gota salivante que umedece toda face
Suplicante de meus lábios secos e rachados
Revela a ânsia prévia de uma descoberta póstuma!
Um carinho armado e pronto a disparar subitamente
Farpas de beijos selvagens, molhados e penetrantes
Que a inocência abandonou sem pressa ou culpa
A um sentimento aprisionado que nos aquece!
Mesmo que as pequenas brasas desse fogo sejam
Apenas pedaços fagulhantes de chamas voadoras
A rabiscar o nosso céu de noite escura e silenciosa,
Aquecerei o colo frio de seus seios quentes...
Julio Maciel
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Poesia - Aquele seu Beijo Bom
Aquele seu Beijo Bom
A lembrança daquele beijo
passou como um perfume,
A brisa me roubou!
Depois de ver o céu
Mudar de cor no horizonte,
Fechei meus olhos e sorri!
Hoje quando acordei
Tive vontade de dizer,
Que você é o meu Amor
Julio Maciel
terça-feira, 2 de agosto de 2011
- Poesia - Castelo de Areia
Castelo de Areia
Estive perto do talvez
Quando um certo beijo
Quase tocou meus lábios
Voltei para casa
Sem lembrar aonde fui
E construí um castelo de areia
Lá o vento era o bastante
Para varrer a ilusão
Da raridade calma e leve
O que não aconteceu
Fugiu para outro lugar,
Sem que eu possuísse,
E disse Adeus!
Julio Maciel
Estive perto do talvez
Quando um certo beijo
Quase tocou meus lábios
Voltei para casa
Sem lembrar aonde fui
E construí um castelo de areia
Lá o vento era o bastante
Para varrer a ilusão
Da raridade calma e leve
O que não aconteceu
Fugiu para outro lugar,
Sem que eu possuísse,
E disse Adeus!
Julio Maciel
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Poesia - O Que Ficou de Herança -
O Que Ficou de Herança
Um dia perdi a saudade que precisava
Quando me dei conta que estava só!
Restou a unanimidade de uma solidão adulta
Que o retrato amarelado e estático, torto,
Insistia em revelar ao segurar uma parede órfã
Inquieta e esquecida no tempo da recordação.
Nesse momento o sereno molhava como um temporal
De águas secas e mofadas que sujavam o peito fraco.
E ainda restava um gesto de Amor em cada olhar piscando cílios
Curtos e esbranquiçados que o acaso arremetia pelo ar,
Assim pude perceber que ao sentir dor ainda estou vivo,
Que essa dor que fura e sangra minha carne quase podre
É o que ainda marca minha existência temporária.
Guardei o medo e a coragem sem razão e pudor
Para poder mostrar o que achei vivendo em nós,
Um Mundo que não teria razão sem tuneis de recordação
E estilhaços da invisível saudade dentro e perto de mim.
Um Amor que nasce na família e ganha o tempo de nossas heranças!
Julio Maciel
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Poesia - Farol
Farol
As ondas quebrando ao pé do morro da Santa cruz,
Onde as ruínas de um templo acariciadas pelo vento
E o Farol solitário entre embarcações, aves, sal e frio,
Marcando a tristeza navegante sobre o Mar da maré alta,
Não escondem o anseio suplicante do faroleiro e seu abandono!
Ele reparava todos os dias o céu, a Lua, as nuvens...
Subia e descia escadas, cantava tristemente as mesmas canções,
Lia repetidamente páginas de um único livro, e não perdia a razão,
Apenas se arrepende do amanhã que virá sem um dia ter amado!
Chamava o seu Farol de Esperança...
Julio Maciel
As ondas quebrando ao pé do morro da Santa cruz,
Onde as ruínas de um templo acariciadas pelo vento
E o Farol solitário entre embarcações, aves, sal e frio,
Marcando a tristeza navegante sobre o Mar da maré alta,
Não escondem o anseio suplicante do faroleiro e seu abandono!
Ele reparava todos os dias o céu, a Lua, as nuvens...
Subia e descia escadas, cantava tristemente as mesmas canções,
Lia repetidamente páginas de um único livro, e não perdia a razão,
Apenas se arrepende do amanhã que virá sem um dia ter amado!
Chamava o seu Farol de Esperança...
Julio Maciel
terça-feira, 31 de maio de 2011
Poesia - A Inspiração e o Poeta -

A Inspiração e o Poeta
Sob este céu nebuloso e lacrimejante...
Sinto sua partida. ...
Deixarei que vá, ficando apenas o silêncio!
Siga, voe e esqueça...
O passado já foi criança devassada,
Sem amplidão de lembranças e porteiras!
Então vá!
Sinta fome, vergonha e dance ao vento...
Se entregue à vontade ansiosa da noite escura,
Sonhe sem o breu em seus olhos,
Chore seu abandono de si mesma,
Sinta saudade do que nunca teve,
E esqueça o que esqueceu,
Os ossos, a carne, o veludo e o caderno!
Perca-se no caminho...
Encante por confundir muitos juízos,
Revele seus segredos revelados,
Seja deixada de lado, ignorada, calçando móveis...
Castigue meu peito e minha fronte,
Pode ir!
Deixe seca minha garganta de criança ávida,
Seja minha abstinência áspera...
Faça esgotar o tempo de minha ampulheta extinta,
Meus lábios rachados e sangrentos, não murcharão
E meus olhos vermelhos e trêmulos...
Não irão quebrar só porque me deixou!
Um dia me disseram para não acreditar em você,
Para não te levar á sério!
Nunca escutei ninguém.
Mas sei que hoje me confundo contigo!
Sei que está em mim e eu em ti,
Sei que mesmo indo precisa de mim para se revelar,
Já eu, não seria livre sem você!
Contemple o tempo e a chuva,
Engasgue – se com uma mosca morta!
Veja quanto tempo consegue ser sem mim!
Estarei esperando moribundo e mudo,
Só, em meio a muita gente que não me vê!
Estarei aqui, vivo e falecido,
Sem versos, rimas, canetas e papel...
Sem lirismo e sem o berço do renascimento!
E quando voltar, se um dia voltar...
Inspiração!
Faça de mim Poeta!
Pois farei de você...
Poesia!
Julio Maciel
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Poesia -- Plantação de Indigentes --
Poesia -- Plantação de Indigentes -- Hoje o despertar cinza do Sol Revelou quase sem força Frente a meus olhos vermelhos Uma voz de vidro inconsciente e crua De uma lembrança de vida sem recordações Pintando Estrelas órfãs e decapitadas Pelo tempo livremente invisível Mas cheio de odores saculejantes A nossa hipocrisia de belas feições! Dizendo que nos dias simples Nossas orações descredulas e confusas Desfazem-se a primeira esquina libertina Revelando realidade indiscreta, sem força e direção, Regurgitando em nossas janelas quebradas, Pedras coloridas atiradas pela suplica da Esperança, Que agoniza sobre o solo quente e fértil Antes da anunciação da chuva que devasta Toda uma plantação de indigentes em comunhão! (Julio Maciel)














