Olá amigos! Este Blog possui o objetivo de compartilhar com você os encantos e os mistérios que formam o mundo devastador ou inovador das poesias. Como poeta relato apenas o conjunto de sinestesias ilusórias ou reais vividas pela essência de minha história,ou seja, o Amor! A Poesia singular é suplica. Um abraço!
Quem sou eu
- Julio Maciel
- Um Poeta amador, puro e simplesmente. Ainda vivo essa transitoriedade, Onde o acaso ocasional é casual! Uma saciedade desprovida de alívio, Pois o necessário é pura ilusão. Assim como o mero ávido e vazio, Despretensioso de uma concepção única. Vivido no princípio de uma tristeza alheia, Uma energia sem força e direção! (Julio Maciel)
domingo, 10 de agosto de 2014
Poesia - Ilusão -
Ilusão
Pensei ter visto
Seus olhos refletidos
Nas Estrelas
Mas logo me perdi
Na imensidão
De tantos brilhos
A ilusão muitas vezes
Transformam as coisas
Em verdades
Embora as verdades
Nem sempre sejam
O que parecem...
Julio Maciel
domingo, 4 de maio de 2014
Poesia - Se eu Pudesse -
Se Eu Pudesse
Se eu pudesse...
Se eu fosse capaz de descobrir,
Os encantos e segredos
De seus pensamentos,
As coisas que deseja
E espera de um Homem,
Os seus anseios e o que teme,
Se eu pudesse...
De uma forma íntima e discreta,
Saber o que você quer,
Sem que me diga,
Eu não me precipitaria
E tomaria cuidado para não cometer erros,
Não magoá-la
E afastar você de mim!
Se eu pudesse invadi-la,
Faria isso sim.
Só para que eu não a perca,
De vez,
Da minha vida!
Julio Maciel
Poesia - Quando um Poeta Reza -
Quando um Poeta Reza
Muitas saudades sem jeito trago em mim,
E não existem palavras novas entre o sonho e o medo!
Vejo as Esperanças fugirem entre os sentimentos
Que nos aproxima em cada anoitecer.
É uma dor a ruir com inocência de menino!
Ah noite serenada...
Força do Bem maior entre os Homens...
Ensina-me a amar, mesmo vivendo assim,
Sem ninguém a me seguir!
Livre-me das coisas que não são reais,
E permita desenvolver ainda mais,
A minha capacidade de sonhar!
E quando a escuridão me açoitar no silêncio da noite,
Cure-me de toda aflição que precede o anseio!
Mostre que a Fé é para o improvável,
E transforme o impossível em necessidade!
Porque o Amor está naquele que o sente!
E em quem se entrega, deixando-se amar...
Agradeço pela liberdade indomável de minha alma,
E pela coragem inocente que trago nas pontas dos dedos.
Para a eternidade do meu Espírito...
Julio Maciel
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Poesia - A Mulher Morena -
A Mulher Morena
Era tarde de Sol forte
Quando vi aquela Mulher,
Morena e timidamente linda!
Trazia consigo um sorriso acanhado,
Discreto e delicado, quase de perfil!
Apontava o queixo para baixo,
Sem saber que assim,
Ressaltava ainda mais,
As lindas pintinhas de seu rosto leve...
Ela tentava se esconder
Por trás dos cabelos negros,
Longos, sutilmente ondulados
E jogados para o lado!
Que cobriam parte de sua beleza
De Mulher desejada,
Desviando seu olhar
De jabuticabas doces,
Dos meus olhos suplicantes,
Enclausurados e pedintes de carinho!
Fiquei ali parado,
Namorando seus movimentos!
Enquanto ela dançava feito
Bailarina de caixinha de música...
Imaginando como seria o gosto dos seus beijos,
E a força de nosso abraço ao respirar
Ofegantemente ao pé de seu ouvido,
Sussurrando meus desejos mais puros
Na maciez de seu pescoço feminino!
Eu deslizava minhas mãos em pensamentos
Por cada parte de seu corpo,
Até despir toda a sua veste cheirosa,
De seda pura...
Fiquei assim, feito tonto!
E vi o Sol cair sobre o horizonte...
Quando fui tomado pelo medo
De me aproximar!
Então parti, sem olhar pra trás!
Como uma Estrela cadente,
Que se joga até sumir,
Na imensidão lutuosa do céu,
Para nunca mais brilhar!
E quem sabe o que seria
Se eu revelasse a ela
Minha mais íntima verdade...
Essa é a dor de uma Estrela
Que se apaga...
Ninguém saberá.
Julio Maciel
Era tarde de Sol forte
Quando vi aquela Mulher,
Morena e timidamente linda!
Trazia consigo um sorriso acanhado,
Discreto e delicado, quase de perfil!
Apontava o queixo para baixo,
Sem saber que assim,
Ressaltava ainda mais,
As lindas pintinhas de seu rosto leve...
Ela tentava se esconder
Por trás dos cabelos negros,
Longos, sutilmente ondulados
E jogados para o lado!
Que cobriam parte de sua beleza
De Mulher desejada,
Desviando seu olhar
De jabuticabas doces,
Dos meus olhos suplicantes,
Enclausurados e pedintes de carinho!
Fiquei ali parado,
Namorando seus movimentos!
Enquanto ela dançava feito
Bailarina de caixinha de música...
Imaginando como seria o gosto dos seus beijos,
E a força de nosso abraço ao respirar
Ofegantemente ao pé de seu ouvido,
Sussurrando meus desejos mais puros
Na maciez de seu pescoço feminino!
Eu deslizava minhas mãos em pensamentos
Por cada parte de seu corpo,
Até despir toda a sua veste cheirosa,
De seda pura...
Fiquei assim, feito tonto!
E vi o Sol cair sobre o horizonte...
Quando fui tomado pelo medo
De me aproximar!
Então parti, sem olhar pra trás!
Como uma Estrela cadente,
Que se joga até sumir,
Na imensidão lutuosa do céu,
Para nunca mais brilhar!
E quem sabe o que seria
Se eu revelasse a ela
Minha mais íntima verdade...
Essa é a dor de uma Estrela
Que se apaga...
Ninguém saberá.
Julio Maciel
domingo, 5 de janeiro de 2014
Poesia - Em Busca da Inocência -
Em Busca da Inocência
Guardo sem maestria o Amor,
Está à beira de um espaço vazio!
Como um moinho
No centro do nada
Diante das fases da Lua,
Que mudam os ciclos de tudo!
Guardei quando olhei bem pra você!
As Estrelas fugiram de seus olhos.
Onde você perdeu a ilusão
De acreditar no infinito?
E amava o encanto das coisas
Quando soube onde te encontrar...
E hoje a certeza vem rodopiando
Pelos ventos adolescentes...
Acariciam meu rosto,
E antes que eu possa desfrutar
Desse prazer,
Perdem-se entre as flores...
Neste tempo, trago a voz que espero do sol!
Brinco nas areias da praia
Antes de invadir a noite
Com o brilho de meus olhos,
Tentando encontrar a inocência
De voltar a acreditar no Amor...
Julio Maciel
sábado, 28 de dezembro de 2013
Poesia - Confissão -
Confissão
Minha solidão é tudo que me acompanha!
Não pelos desamores avessos,
Nem pelos pudores incontidos nas felicidades
Momentâneas e redundantes...
Talvez seja pelo fato de existir uma fenda enorme
Entre minha consciência oculta e eu!
E isso, tudo que basta para sentir escorrer
Pelo meu corpo, as chamas submersas da dor
Da renascença oriunda em nostalgias insanas,
Que arrancam de mim sorrisos fanfarros
Ao relembrar o rasgo que me faz pular de santa em santa,
E ainda assim, continuar a caminhada só, ao afago do calor da lua,
Contemplando minha solitude indiscreta e tão leal!
A dor que sinto é plena diante de tudo,
Porém, não me importo com as tristezas, menos ainda com as alegrias,
Diante de mim, a solidão é o mal natural, sou eu, o meu adversário.
Eu que temo minhas fraquezas, simplesmente por ser fraco!
Sinto-me diferente de tudo e todos, pelo o que vejo e transformo,
Mas as lamentações transcritas retalham todas as emoções!
O sofrimento não é a solidão, não é sorrir ou chorar.
Sofrer é ter nas mãos a delicadeza de uma pena e a sede insana,
De um tinteiro afoito, virgem e rejeitado!
E com isso, diante de tudo ao alcance dos dedos,
Ser refém de algo inerente a minha própria vontade imediata.
Para mim, não existe dor maior...
Do que ser Poeta.
Julio Maciel
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Poesia - Um Erro da Existência Humana -
Um Erro da Existência Humana
Ainda não aprendi com os erros da existência humana!
De repente perdi o chão sob os meus pés,
E caminhei com passos firmes no Horizonte.
Vi o céu desaparecer sobre minha cabeça,
E ainda consegui tocar as Estrelas!
Vaguei perdido, enclausurado, com medo e em paz!
Desejei esse tormento de viver sem identificação,
E perder o equilíbrio para me equilibrar na loucura
De um grande e novo sentimento!
Neste momento percebi que me esqueci de esquecer,
Para enfim, adorar a saudade...
Passei a gostar de roupas usadas e do cheiro de um olhar,
Acreditei que tudo daria certo e que as flores são perfeitas
Condições de fazer sorrir e chorar ao mesmo tempo!
Constatei que um grande erro na existência humana é o Amor.
Pois é como a ausência, cresce na dor da distância e diminui
No drama cotidiano da vida corrida que nos separa!
Mas fica na lembrança e nos faz felizes quando estamos em paz,
Em meio à esplendorosa tristeza que compõe o nada da vida,
Quando estamos sós!
Julio Maciel
sábado, 26 de outubro de 2013
Poesia - Sinto Sua Falta -
Sinto Sua Falta
Hoje senti a sua falta!
Foi como uma manhã em que não acordei.
Sem saber onde estava, tentei imaginar,
Como seria seu próximo sorriso?
Se ainda seria tímido e acanhado,
Meio em perfil suave quase escondido,
Por cabelos corajosos que insistiam em proteger seu rosto!
Aquela doçura embalava meus desejos e pensamentos perdidos,
Em um frenesi avassalador que me matava pouco a pouco!
Imaginei se ainda passaria por aqui sempre aos fins de tarde,
Primaverando meu solitário outono!
E se ainda fugiria do sereno ao anoitecer se estivesse comigo?
Sinto sua falta quando ouço os cantos dos pássaros peregrinos,
E quando a Lua cheia é encoberta pelas nuvens tristes e cinzentas!
Sofro tão fortemente...
Como se um dia você estivesse estado por alguns breves e loucos momentos,
Perdida em meus braços!
Julio Maciel
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Poesia - Fortaleza de Solidão -
Fortaleza de Solidão
Quando a solidão agressiva
Tenta me torturar,
Com seus gritos soltos nos ares
Da surdina de minha consciência,
Ainda desconhecida e oculta,
Eu a felicito! E sorriu...
Porque ai de mim se não fosse,
A amada solidão!
Vivo da descompanhia
De quem me acompanha.
E compartilho,
Os berros loucos do meu silêncio!
Para semear a melancolia que existe
Em cada sorriso efêmero e fugaz,
Trazidos nos semblantes daqueles
Que riem por fora e choram rios inteiros
Por dentro...
E assim, sou quase invulnerável!
Um “quase”, assustador.
Pois só existe um momento em que me desespero:
Quando a saudade impiedosa...
Destrói a fortaleza de minha solidão!
Para enfim, estar vulnerável,
As fraquezas das bestialidades humanas...
Julio Maciel
domingo, 15 de setembro de 2013
Poesia - Tornar-se -
Tornar-se
Foi no começo de um sentimento tímido,
Que aquele beijo quase inocente arrancou
De mim, um desejo perdido e modificado
Pela ânsia de minha masculinidade reservada
Ao inesperado que por toda vida, desejamos.
Aprendi a amar antes de conhecer a dor desse fado.
Foi um grave erro!
Será que é Amor, já que o sofrimento não corta a carne
Do meu peito aberto e livre?
Creio que a beleza de não ser declarado um dia irá doer...
E meus olhos se perderão em muitos olhares...
Meus lábios e saliva, gosto e mãos, além do medo e malícia,
Poderão se perder entre os juízos e sentidos guardados em mim!
Queria dizer não!
Mas amar era o que me faltava, para em fim,
Ser um Homem completo!
E a Mulher...
Era deserto e multidão sem tempo!
Foi preciso errar, perder...
Toda aquela intensidade de uma linda e despretensiosa
Sensação de Amor, para aprender de vez, e não esquecer...
A dor que é amar!
Julio Maciel
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Poesia - Em Busca do Horizonte -
Em Busca do Horizonte
Sei que precisou de mim
Quando não percebi sua dor,
Sei que estive ausente enquanto
Chorava em noites de insônia!
E que nunca notei seu sentimento,
Mistério ingênuo e revelado...
Eram tantas noites claras
E serenatas de solidão,
Que no fogo bebi seu reinado!
Com gosto de hortelã e maçã mordida,
Enfeitiçada e sem razão de ser!
Até límpidos olhos azuis não pude sentir.
Encantei-me foi pela dor de seu sofrer,
Por saber que quando me amava
Eu jamais poderia mesmo se soubesse!
Admira-me a imperfeição do Amor,
A certeza que a dor nasce para poesia
Sem trazer alívio, nem paz, apenas registro!
Eu amava como pássaro em busca do horizonte,
Sabendo que morreria sem jamais encontrar...
Amava mais a fuga que a exatidão
Da incerteza de seu amor jamais acabar!
E a marca que esta história nos deixa
É a magia do dia que atravessa nossos medos e fantasias!
E quando eu for embora você ainda cantará
O fato que perdemos a porta de nossos sonhos!
Olhe no fundo de seus olhos até me perder de vista
E não me culpe, o Amor lastima a si mesmo!
E não doerá para sempre, acaba antes do fim dos dias!
Mas não acredite em tudo, o bom é ser feliz agora...
O tempo passará e o futuro adora esperar por você!
Sua dor e sofrimento encontrará o repouso,
Entre a descoberta de um novo Amor e a música da saudade!
Eu seguirei rumo ao horizonte com as mãos apertadas
Buscando o conforto que possa ter para acalentar a escolha
De viver perigosamente a vida em busca do meu lugar...
Julio Maciel
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Poesia - A Metade e o Resto de Mim -

A Metade e o Resto de Mim
Toda vez que eu abandonar a solidão e a saudade,
Deixando pelos cantos as marcas de um Amor sofrido,
Sentirei saudades da saudade!
Porque o Amor só será bom se for doído,
E o medo não terá a menor importância,
Se não for inevitável.
Então vou sentir sua falta ardendo dentro do peito,
Mesmo quando envolvida em meus braços!
Pois as horas choverão torrencialmente,
Fazendo o tempo arrancar você de mim!
Assim a dor tornar-se-á maior que a despedida,
E a minha saudade será a morte que eu gritar!
Porque metade disso eu desconheço...
E o resto de mim, está só!
Julio Maciel
domingo, 21 de abril de 2013
Poesia - Fim da Morte -

Fim da Morte
Matei a dor antes do tempo!
Esquartejei a fé,
Dei fim para a escuridão
E a saudade.
Matei o inverno!
O sacrifício,
Descontinuei o medo,
E cortei as asas da esperança.
Assassinei o sonho,
A lágrima suplicante,
E tudo que me faz mal,
Para trancar a porta do horizonte!
Arranquei os olhos do desejo,
Quando dei fim ao inicio de minha morte,
E decidi começar de novo,
A cada instante que o Amor me matar.
Julio Maciel
domingo, 14 de abril de 2013
Poesia - Perdido no Tempo -

Perdido no Tempo
Vezes por vezes juramos coisas
E não conseguimos preservar...
Segredos que guardávamos
E ontem ninguém mereceu conhecer.
Quando crianças...
Cantávamos músicas esperançosas,
Hoje é silêncio.
Sobrou metade de tudo que vivemos,
O que fui, não sou mais!
Mas ainda assim me corrói por dentro!
Já me apaixonei até pelo sonho de um olhar,
Sem saber por que,
Como um sonhador!
Mas se eu soubesse como te encontrar
Eu amaria mais o tempo que o Amor!
E hoje sei,
Quem sabe um dia eu pare de amar?
Só para culpar o coração,
Que insiste em não aprender a cuidar de mim,
Pois bastou apenas um olhar,
Para me perder de Amor...
Julio Maciel
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Poesia -- Plantação de Indigentes --
Poesia -- Plantação de Indigentes -- Hoje o despertar cinza do Sol Revelou quase sem força Frente a meus olhos vermelhos Uma voz de vidro inconsciente e crua De uma lembrança de vida sem recordações Pintando Estrelas órfãs e decapitadas Pelo tempo livremente invisível Mas cheio de odores saculejantes A nossa hipocrisia de belas feições! Dizendo que nos dias simples Nossas orações descredulas e confusas Desfazem-se a primeira esquina libertina Revelando realidade indiscreta, sem força e direção, Regurgitando em nossas janelas quebradas, Pedras coloridas atiradas pela suplica da Esperança, Que agoniza sobre o solo quente e fértil Antes da anunciação da chuva que devasta Toda uma plantação de indigentes em comunhão! (Julio Maciel)
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